terça-feira, 3 de maio de 2011

A CONTRIBUIÇÃO DO CONSTRUTIVISMO

Mas, sabendo que a escola é mediadora do conhecimento e ensina a criança a inserir-se na sociedade, muitos são conflitos de nível educacional e sócio-econômico que precisam na maioria das vezes, de sua interferência tanto no processo educativo aluno/escola, quanto aluno/família.

Deste modo, o ensino que se adapta a esses alunos requer um professor experiente e preparado, com ideias muito claras sobre o sistema linguístico, a dupla realidade da língua oral e escrita, as variações linguísticas, enfim, sobre uma série de noções que constituem pressupostos necessários para enfrentar, seguro e tranquilamente, um processo de alfabetização. (ABUD, 1987, p.2).
Vale ressaltar que a educação transformadora, construtivista, vai muito além dessas leituras repetitivas. A criança deve ter, também, acesso a outros meios de comunicação e tecnologias para sua aprendizagem.
A alfabetização apresenta dois pontos de vista: mecânica da língua escrita versus compreensão e expressão de significados. Com relação ao primeiro ponto de vista, ler e escrever significa o domínio da mecânica da língua escrita e nesta perspectiva alfabetizar-se significa adquirir a habilidade de codificar a língua oral em língua escrita (escrever) e de decodificar a língua escrita em língua oral (ler) [...] Deste modo, a leitura é muito mais do que um ato mecânico porque o leitor deve ser capaz de compreender as ideias, as mensagens contidas no texto. Neste caso, saber ler implica na capacidade de reagir à leitura feita, onde o leitor vai interpretar os textos que lê de acordo com os seus conhecimentos, sua experiência, sua cultura. Porém, não basta simplesmente saber grafar letras e palavras; é necessário organizá-las e relacioná-las sob a forma de mensagem que assegure a comunicação. (ABUD, 1987, p.7 e 8).
É nesse sentido que o acesso à música, literatura, cultura e luta dos povos de regiões diferentes faz com que a criança tenha motivação à leitura, contribuindo na formação de um cidadão crítico atuante na sociedade.
Diante disso, ao introduzir o construtivismo em sala de aula, é necessário perceber que sozinho, o alfabetizador não conseguirá desenvolver o processo de mudança, ou seja, não adianta ler e frequentar cursos e se calar. Quem resolve percorrer “a viagem construtivista” precisa de acompanhantes, precisa socializar seu processo e essa ideia só aparece quando o sujeito constrói o conhecimento, discute e rediscute, dialoga, problematizando e desmistificando a teoria como algo inquestionável. E isso é construído no coletivo. Daí, ser chamado de sócioconstrutivismo.